Repositório de Pensamentos

Este foi um dos meus primeiros trabalhos acadêmicos…

Comentário:

Neste trabalho, dei respostas pessoais, tentando responder o que foi proposto. Caso seja necessário, estou pronto para refazê-lo.

Proposta do PCC:

  1. Relembre uma situação de quando você cursou o Ensino Fundamental e Ensino Médio em que o Professor(a) agiu totalmente ao contrário da Professora da Charge ao lançar um conteúdo, ou seja, usou a Didática em todas as suas dimensões. Pode ser também um exemplo de situação com estudantes atuais. 
  1. Pense em um tema de conteúdo para a disciplina que poderá futuramente lecionar. Como você agiria se estivesse no lugar do(a) Professor(a) da Charge e ao lançar esse conteúdo os alunos tivessem reações parecidas?
  1. Quais atividades sugere para que o conteúdo do tema lançado na aula seja assimilado pelos alunos?
  1. Como você fará a avaliação dessa aula para saber se os alunos entenderam o que foi apresentado
  1. Quais conselhos daria para si mesmo para que exerça com ética, dinamismo e didática a docência?

1. A arte do envolvimento

Lembro-me, no primeiro ano do ensino médio, das primeiras aulas de Artes que tive. Eram as últimas duas da grade de horários, portanto eu esperava junto dos meus colegas de turma o professor chegar. Minutos se passaram e ele entrou, com seu jeito rapidamente ganhou nossa atenção. Ele começou se apresentando e já colocando a premissa que nós deveríamos nos apresentar também. Nessa jogada cada pessoa ia falando seu nome, idade e também a carreira que queria seguir (o professor perguntou).

Ainda que a turma inteira tivesse um conhecimento de “quem é quem”, muitos de nós ficamos surpresos com as respostas que ouvimos. Com certeza aproximamo-nos do professor e de nós mesmos.

Terminado o momento, o professor começou a falar dos temas do bimestre. Previamente explanando cada coisinha, cativando-nos com interesse previamente conquistado e chamando atenção dos bagunceiros de uma forma divertida. Houve um movimento naquela aula que me marcou, como o professor se envolvia com os alunos.

Não existia a imagem de uma esfinge, mas de alguém que estava ali para ajudar de todas as formas possíveis. Abriu-se uma lacuna no tema tratado, perto do fim da última aula ele se jogou nisso. O assunto era fome, e todos se emocionaram ao desvelar situações de algumas pessoas que estavam ali na sala, e além, do próprio professor e sua experiência.

Essa abordagem inicial facilitou a turma para aquele homem. Aqueles alunos mais duros, bagunceiros e faladores foram cativados pela sua forma de ensinar

2. Conversas

    Nessa situação, abria a oportunidade para que os alunos se expressassem. Vejo isso como um facilitador para o ato de ensinar. Preparar uma aula pensando que algo dessa maneira pode acontecer é um ideal para mim. Entendo que ir atrás dos ganchos que os alunos podem dar ao gerar conversas (claro, guiadas pelo professor) faz com que o interesse seja cativado.

    Suponhamos que eu desse uma aula de Filosofia com o tema central sendo Platão: ao preparar a aula, pensaria em uma estratégia para apresentar Platão verificando se um dos alunos pudesse expressar algumas das ideias do filósofo através de um questionamento intencional — sendo recebido pelos alunos, pareceria algo aleatório. Então, começaria a questionar sobre talvez, relacionamentos de algum deles (óbvio, se estivermos em uma sala do ensino médio) ou de seus pais, se quisesse tratar a questão do amor platônico. 

    Caso os alunos não dessem suas experiências para atingir esse alvo, voltaria a atenção para mim e traria-os para minha realidade, minha experiência. Com isso, tentaria mostrá-los sobre tal amor platônico. Uma vez que todos compreendessem isso, apresentaria o artífice. 

    3. Estratégias

    Ainda na aula sobre Platão, tentaria trazer para os alunos formas de captar sua atenção, talvez falando da influência do filósofo em filmes como “Matrix (1999)” ou “O Show de Truman – O Show da Vida”. Trazer elementos culturais, fazer os alunos emergirem para conhecimento dessas coisas em sua realidade e identificá-las. Penso que, quanto mais o aluno se envolver, mais ele se interessa em aprender, e quanto mais ele enxerga isso ao seu redor, mais ele vai reforçar aquilo e até amadurecer as ideias.

    Com atividades de escrita, faria-os produzir pequenos textos que expressassem alguma das ideias abordadas na aula. Tentaria também avaliar pela capacidade de cada aluno explicar para mim e para a turma aquilo que escreveu.

    4. Avaliação

      Penso que gravaria a aula, apenas para eu ouvir e ver o que posso melhorar. Para saber se entenderam o conteúdo, teria uma noção através da atividade escrita. E se for necessário, observaria nas aulas seguintes até a atividade avaliativa, a prova. 

      5. Autodescoberta

        Ainda estou no caminho de aprender a ensinar, não possuo um método prático e por esta razão, tudo permanece no campo das ideias. Não sei quais conselhos daria a mim mesmo ainda, mas com certeza algo que prezo para minha vida docente e busco desenvolver é essa questão do envolvimento. Quero encontrar caminhos para envolver os alunos no conteúdo da aula, e também se envolverem comigo no nosso próprio cotidiano, percebendo as coisas que estão à nossa volta.

        Desejo exercer a docência com respeito, com responsabilidade, com ética e com apreço. O amor pela coisa.

        Ainda vou me descobrir e por agora, meu conselho seria: persevere!

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